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Transição energética: o investimento da próxima década

por Alessandra Neris
Tempo de leitura: 4 Minutos

O mundo todo está sentindo os efeitos nefastos da crise energética e isso tende a mudar o foco dos investidores em breve. Assim, a transição energética passará a ser o investimento da década. Essa é uma declaração do economista Roberto Attuch Júnior.

O economista declarou, ainda, que a falta de gás para gerar energia elétrica na Europa resulta de diversos fatores. No entanto, não há como responsabilizar o incentivo ao uso das fontes renováveis pela atual crise.

Transição energética: menor investimento em fontes de origem fóssil

ESG, significa, resumidamente, a procura por energia mais limpa. E, muitos têm culpado as práticas de ESG pela crise energética. Entretanto, na realidade, parte desse conflito também está associado à redução dos investimentos em fontes de energia de origem fóssil. O especialista ressaltou, portanto, que em novembro, durante a COP26, o enfoque deve ser direcionado à urgência climática pela qual estamos passando.

É um tema que salta à nossa frente o tempo inteiro. Por isso, nos próximos dez anos, tudo o que estiver atrelado à transição energética deve ser o principal alvo de investimentos.

Gás natural na Europa

No Brasil, a crise hídrica já acendeu o alerta para possíveis desabastecimentos. Enquanto isso, na Europa, a preocupação gira em torno do gás natural. Isso porque, com a retomada da economia após o avanço da vacinação contra a Covid-19, o preço da commodity disparou nos últimos meses. Além disso, o gás natural é um produto usado para manter o aquecimento de residências naquele continente.

> Leia: O mundo pode ser mais limpo e sustentável pós-Covid-19

Subsídios para países sem fontes alternativas de energia

Roberto Attuch Júnior pontuou que os países sem fontes alternativas de energia, anunciaram subsídios para os consumidores para tentar controlar o aumento nas contas de luz. São países como a Grécia, a Itália e a Espanha. O economista acredita que essa é uma solução transparente capaz de ajudar a segurar os mecanismos de mercado.

O verdadeiro custo

Se tem propagado o entendimento de que a crise energética é o custo da transição. Mas, o economista não apoia a ideia de debitar o custo do aumento do gás ou do petróleo na conta da transição energética. Ele destaca, portanto, que essa transição já deveria ter iniciado há 40 anos. Por isso, “o verdadeiro custo é o de não se fazer nada”.

Matriz energética do Brasil

As hidrelétricas respondem por quase 64% da matriz energética do Brasil e coloca o país no segundo lugar entre os maiores geradores de eletricidade do mundo. No entanto, essas usinas já não estão mais acompanhando o crescimento da demanda por energia em nosso território.

> Em dez anos, hidrelétricas perderão espaço na geração de energia para solar e eólica

Por isso, entre todas as fontes renováveis, a energia solar fotovoltaica e a eólica cresceram expressivamente no ano passado. E, agora, já apresentam um imenso potencial para continuar crescendo na próxima década.

Assim, as fontes renováveis ganham cada vez mais importância como forma de complementar o sistema nacional. Isso é especialmente relevante em face da demanda crescente e da escassez hídrica que enfrentamos atualmente.

> Por que a energia solar é a mais democrática fonte renovável?

Energia solar

Em apenas um ano, houve um acréscimo de mais de 60% na participação da energia solar na matriz energética brasileira. E o mercado livre desse setor teve uma significativa contribuição, juntamente com a mudança do perfil do consumidor, que busca a produção de sua própria energia.

Há uma expectativa de que até 2030, a energia solar passe de 3,1 GW para 8,4 GW de capacidade instalada, juntamente com a fonte eólica. Essa, deve passar de 15,9 GW para 32,2 GW.

Dessa forma, o crescimento das duas fontes tende a compensar a diminuição da participação das hidrelétricas no Brasil. Sendo assim, o país projeta investimentos que chega a R$ 2,68 trilhões para a próxima década.

Geração de empregos

A transição energética no Brasil e a busca por energias alternativas deve gerar 1 milhão de empregos. Além disso, poderá reduzir 28 toneladas de emissão de CO2 até 2025.

Frente às necessidades atuais, um Grupo de Ação da Indústria avaliou de maneira abrangente os resultados ambientais, econômicos e sociais. Além deles, os desdobramentos técnicos com potenciais para oferecer soluções de energia.

> Energia solar gera empregos e acelera retomada da economia

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Transição energética: perspectivas para o Brasil

Para os próximos cinco anos, esse estudo revelou que o Brasil poderá gerar mais de 1,2 milhões de novos empregos. E isso será possível por meio de investimentos direcionados à indústria de energia alternativa, solar e eólica, juntamente com o impacto da digitalização das cidades. Isso tudo servirá para proporcionar um modelo mais eficiente e inteligente.

Durante a análise, foi feito um mapeamento de diversos elementos pertencentes à cadeia de valor do setor elétrico no país. Entre eles estão: pegadas d’água, emissão de gás carbônico, qualidade do ar, acesso à eletricidade, qualidade de serviços, resiliência e segurança do setor e flexibilidade.

Contudo, se destacaram no cenário nacional a eficiência do setor e produtividade, impactos no emprego e na economia, atualização de sistemas, investimento estrangeiro e competitividade. Isso é que se pode imaginar apenas nesse período de transição energética. Em um futuro mais distante, poderemos viver em um cenário muito mais sustentável.

A força que vem do sol

Por fim, conheça mais sobre energia solar e comece agora mesmo a traçar o seu plano de ação para aderir a essa fonte renovável. Por isso, acesse o site da Aldo Solar e confira os produtos.

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> Leia também: Como se tornar uma revenda Aldo Solar!

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