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BYD e GWM – como essas montadoras planejam eletrificar os carros brasileiros

por Alessandra Neris
Publicado Última atualização em

O Brasil tem a sexta maior frota automotiva, além de uma das mais limpas matrizes energéticas do mundo. Com isso, se destaca como um dos mais relevantes propulsores da estratégia mundial de atuação da GWM e da BYD fora do território chinês. As duas montadoras são especialistas em carros elétricos e pretendem inaugurar duas fábricas ainda este ano. Dessa forma, devem estabelecer o Brasil como um hub de fabricação na América Latina e isso tende a eletrificar os carros brasileiros.

As duas empresas tiveram muito tempo de aprendizado na China, seu país de origem. Lá, está a maior frota elétrica do mundo, o que permite que as duas companhias expandam nos maiores mercados automotivos do globo, rapidamente.

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Eletrificar os carros brasileiros – uma disputa boa

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De acordo com a Stellantis, as montadoras chinesas são suas concorrentes número 1 e a briga será grande. Disse ainda, que não há alternativa para uma empresa global senão enfrentá-las de frente. Aqui no Brasil, a Stellantis tem três entre dez das mais vendidas marcas: Jeep, Fiat e Peugeot, e nosso país deverá ser um dos fronts da guerra na concorrência para eletrificar os carros brasileiros.

Das fábricas chinesas, a primeira a se tornar realidade será a GWM, em Iracemápolis – SP. A planta era da Mercedes-Benz, então, começou a passar por adaptações por um custo de R$ 4 bilhões. Julho é o mês previsto para iniciar os trabalhos.

Originalmente, a intenção era inaugurar a fábrica com o lançamento de uma picape híbrida. No entanto, em função da retomada do imposto de importação sobre os veículos elétricos a tática inicial foi modificada.

E, para aumentar a escala de produção, a GWM avalia duas opções de SUVs híbridos para começar suas atividades de fabricação: Haval H6 E H4. Contudo, o executivo ainda não revela se os modelos serão ou não plug-in em razão da concorrência. Os modelos plug-in são produzidos com baterias que podem ser carregadas em tomadas, com capacidade de transitar sem usar combustível. Por isso diferem dos híbridos tradicionais.

BYD e GWM querem eletrificar os carros brasileiros – investimentos em pesquisa e desenvolvimento 

O diretor de relações Constitucionais e Governamentais da GWM Brasil, Ricardo Bastos, declarou que a empresa disponibilizou um montante de R$ 10 bilhões ao país, para ser executado até 2032.

E, além dos planos de investir na fábrica, a montadora discute internamente de que forma o restante do orçamento poderá ser aplicado. Criar uma linha de negócio que envolva a produção de caminhões movidos a eletricidade e hidrogênio é uma das saídas possíveis. 

A GWM se prepara, ainda, para construir um centro de pesquisa e desenvolvimento, que ainda não conta com local definido.  De acordo com Bastos, a GWM está investindo no Brasil de forma estratégica, atém mesmo no sentido de definir sua situação em outros países. O executivo diz que a preferência por carros do brasileiro está próxima do europeu, mas que a GWM chegou aqui primeiro.

Quanto à sua capacidade máxima de produção, será de 100 mil unidades, com a expectativa de gerar 2 mil empregos diretos. Isso quando a unidade chegar à sua atividade plena. Para este ano, serão criados de 300 a 500 postos de trabalho.

> Leia mais: Em 2025 serão 21 milhões de carros elétricos vendidos no mundo

BYD 

A, também chinesa, BYD, a maior fabricante de veículos elétricos do planeta, tem direcionado seus investimentos em R$ 3 bilhões para um complexo fabril em Camaçari, BA. O local é uma antiga fábrica da Ford, que foi desativada em 2021. A intenção é reproduzir sua tecnológica e moderna fábrica de Changzhou, na China. A produção tem o intuito de atender o mercado brasileiro interno e os países próximos.

O início da operação tem previsão para o final deste ano e a linha de montagem já está em preparação para fabricar 150 mil veículos ao ano na primeira fase. Assim, poderá chegar a produzir 300 mil unidades. Nessa empreitada, 10 mil postos de trabalho deverão ser criados, de forma direta e indireta, ou seja, o dobro do previsto inicialmente.

A montadora deverá fabricar os modelos elétricos BYD Dolphin e Yuan Plus, além do híbrido plug-in Song Plus. E, conforme o interesse do mercado brasileiro, outros modelos poderão ser produzidos.

BYD e GWM querem eletrificar os carros brasileiros

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A BYD pretende construir um centro de P&D em Salvador – BA. Uma das principais metas é desenvolver um motor híbrido-flex com o objetivo de unir o motor elétrico da empresa ao etanol brasileiro. Segundo Alexandre Balby, conselheiro especial da BYD, o carro híbrido tem qualidades para receber maior acolhimento do consumidor brasileiro, dado o momento de transição.

E, de acordo com Baldy, a fabricante passará a ofertar seus painéis solares, produzidos em Campinas – SP, para concessionárias. Dessa forma, para eletrificar os carros brasileiros, deve criar um ecossistema completo em que o veículo elétrico gerará energia para abastecer o carro.

Mobilização do governo

Alguns países assumiram compromisso de dar um prazo para o motor à combustão e o país em eletrificar os carros brasileiro. A maioria dos países europeus criou uma meta de fabricar apenas carros com emissão zero a partir de 2035. E, apesar do sucesso de vendas da BYD e da GWM com os importados, aqui, a descarbonização da frota de tomar um rumo diferente. Isso de acordo com os planos do governo.

Segundo o Ministério da Indústria e Comércio, o Brasil já tem o etanol, que descarboniza. Em sua opinião, o país não deve se limitar a uma única via de descarbonização do transporte. Além disso, o país pode investir também em eletrificar os carros brasileiros, como o híbrido, flex ou híbrido plug-in. Essas tecnologias podem proporcionar uma redução de 50% das emissões de CO2.

O plano para transição energética do transporte rodoviário foi criado em 2023 e batizado de Mover (Programa de Mobilidade Verde e Inovação). Ele se baseia em incentivos para eletrificar os carros brasileiros, bem como a diminuição das emissões.

> Leia mais: Carros elétricos são a solução para a mobilidade urbana?

O Mover inclui, ainda, R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros para serem convertidos até 2028. Entre suas proposições, inclui-se o incentivo aos investimentos em P&D e à construção de novas fábricas no país. Assim, as montadoras que cumprirem suas metas de descarbonização receberão uma premiação tributária por eletrificar os carros brasileiros.

Além disso, outra novidade será a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial de Tecnológico, com gestão do BNDES e coordenação do MDIC. Mais uma novidade é a incorporação de veículos pesados como, caminhões e ônibus, além dos veículos leves.

Para Uallace Moreira, o mais inovador nisso tudo é a métrica adotada para o cálculo das emissões de CO2. Agora, as aferições das emissões da fonte de energia usada serão feitas da produção do veículo até a propulsão.

A partir de 2028, a métrica se estenderá do “berço ao túmulo”. Dessa forma, a intensidade de CO2 abarcará as emissões feitas até o descarte ou à reciclagem do veículo.

Cálculo do CO2

Embora haja essa abordagem em relação ao ciclo de vida completo dos veículos, é fato que as emissões de carros elétricos, enquanto rodam, são menores que as observadas nos demais. Além disso, a energia do carregamento tem um custo menor que o combustível na bomba.

Em um relatório que compara as emissões no ciclo de vida de carros de passeio a combustão elétricos no país, a ABVE, estimou que, em relação aos carros comercializados no ano passado, os 100% elétricos emitem de 65% a 67% menos que um modelo flex equivalente.

Quanto aos híbridos tradicionais, com carregamento em tomadas, suas emissões são 14% menores que as dos veículos flex à combustão. E, mesmo que esses veículos operassem apenas com etanol, ao longo de sua vida útil, as emissões seriam 85% superiores às dos totalmente elétricos que usam a matriz elétrica média.

A transição no sentido de eletrificar os carros brasileiros é inevitável e imprescindível para conter o avanço desordenado do aquecimento global. 

> Leia mais: Em 2025 serão 21 milhões de carros elétricos vendidos no mundo

Eletrificar os carros brasileiros e ampliar as estações de recarga

Os dados acima reafirmam a importância de investir em infraestrutura de estações de recarga eficientes e acessíveis. Dessa forma, a maior demanda por carregamento Parte ainda deve ser atendida por estações de recarga privada em residências, condomínios e empresas. Entretanto, as estações de recarga públicas são fundamentais para oferecer o mesmo nível de conveniência e acessibilidade do que o abastecimento de veículos convencionais.

O 3º Anuário Nacional de Mobilidade Elétrica do PNME projeta que o Brasil terá 10 mil estações de recarga públicas e semipúblicas até 2025. Baseando-se nessa projeção, a Greener estima mais de 6.800 estações de recarga em operação até o final de 2024.

THOR-40D, o carregador veicular da Growatt

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O carregador inteligente de recarga rápida da família THOR fornece energia em CC com elevada eficiência, segurança e estabilidade para veículos elétricos. Sua interface é amigável para ser fácil de operar, e integra funções de controle, cobrança, comunicação e proteção patrimonial.

Conheça as principais características do THOR-40D:

  • Compatível com todas as marcas de carros elétricos;
  • Tela touch de 7” para monitoramento e operação local;
  • Agendamento e controle inteligentes pelo aplicativo;
  • Design IP54 para uso em áreas internas e externas;
  • Integração com sistemas FV existentes ou recém-instalados;

Os clientes podem conectar o carregador veicular da Growatt às estações de recarga com muita facilidade. Isso é possível pois o carregador possui opções diversificadas de comunicação, incluindo redes com fio Ethernet, Wi-Fi e 4G sem fio.

> Saiba quais são as opções de geradores de energia solar com carregador WallBox na Aldo Solar

Você sabia que o mercado oferece linhas de financiamento específicas para a adesão às energias renováveis? Alguns exemplos de instituições são o Santander e a Sol Agoraque oferece financiamento inteligente e totalmente digital.

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