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Preço da energia elétrica pode ter novo reajuste

por Alessandra Neris
Tempo de leitura: 4 Minutos

Conforme se tem falado muito ultimamente, a seca histórica pela qual estamos passando compromete seriamente os reservatórios das usinas hidrelétricas. Portanto, o risco de novo racionamento no país é iminente, e a energia elétrica pode ter novo reajuste.

Isso leva o governo a pensar na possibilidade de criar uma faixa de bandeiras. Obviamente, essa faixa tarifária da conta de luz será mais cara. Mas, é possível elevar ainda mais o valor já cobrado hoje, que é a bandeira vermelha 2.

É preciso cobrir as despesas

O setor elétrico entende que será necessário fazer frente aos custos elevados das usinas térmicas. E, a operação dessas usinas é vital para assegurar o abastecimento de energia do país, neste momento. As distribuidoras já estão sentindo os efeitos do aumento dos custos da produção de energia, por isso, a possibilidade de aumento já entrou no radar do mercado financeiro.

As tarifas, normalmente, são reajustadas aos consumidores somente uma vez ao ano. No entanto, os valores das cobranças das bandeiras, repassados mensalmente, não estão suprindo toda a despesa gerada para comprar energia. Sendo assim, estamos diante de um descompasso entre o que é preciso pagar agora e os valores que as empresas distribuidoras recebem dos consumidores.

Sistema de bandeiras

Em 2015, foi criado o sistema de bandeiras tarifárias com o objetivo de indicar os valores da energia cobrada dos consumidores no país. Na prática, as modalidades e cores (verde, amarela e vermelha) apontam se a cobrança extra nas contas de luz poderá ou não acontecer.

Até então, as empresas concessionárias deveriam assumir os custos, que eram repassados às contas de luz apenas na ocasião do reajuste tarifário anual. Então, essa medida ajudou a mitigar os efeitos no orçamento das distribuidoras.

A energia elétrica pode ter novo reajuste

Agora, o governo avalia a necessidade de deixar claro aos consumidores que a geração de energia, nesse momento, está mais cara. Nesse mês de junho, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) já acionou a bandeira vermelha no patamar 2. Isso significa uma cobrança adicional de R$ 6,243 para cada 100 kWh consumidos. A avaliação do setor elétrico é de que esse patamar alto deverá ser mantido até o final do ano.

Campanha + faixa adicional

Na opinião dos técnicos, há um problema em relação à eficácia das bandeiras. Elas não estão funcionando como uma forma de induzir os consumidores a conterem o consumo de maneira efetiva. Mas, existem alternativas a serem adotadas pelo governo para ajudar o país a atravessar esse período seco com alguma segurança. Entre essas opções é possível lançar uma faixa adicional mais cara, juntamente com uma campanha de estímulo à redução do consumo.

Medida impopular, mas necessária

O aumento das bandeiras, nesse momento, é uma medida impopular, porém, contribui com a redução do reajuste das tarifas em 2022. Devemos lembrar que esse ano será estratégico para o atual Presidente da República, que disputará a reeleição. E, o governo e a ANEEL, têm tentado evitar um aumento de dois dígitos, que tende a ser mal recebido pelo eleitorado e, dificilmente, esquecido.

A pior crise em 90 anos

Mais uma vez, lembramos de que estamos enfrentando a pior crise hídrica desce 1930. No entanto, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, descarta o risco de desabastecimento ou de racionamento de energia elétrica.

Contudo, para minimizar os impactos da crise, o governo determinou o acionamento de termelétricas, que são mais caras, importando energia da Argentina e do Uruguai. Além disso, restringiu o uso das águas para outras atividades, como as hidrovias, nas bacias onde se localizam os principais reservatórios de água.

Existe uma saída melhor?

Sim, e sobre esse assunto temos discutido constantemente. Já sabemos que a produção de energia elétrica solar pode ser feita em larga escala. E dessa forma, a necessidade de produzir energia por meio de hidrelétricas diminui. Da mesma maneira, reduz a produção nas termelétricas, que geram a energia mais suja e cara de todo o sistema de abastecimento brasileiro. O assunto desse post deixou isso bem claro.

Energia solar fotovoltaica acessível a todos

Hoje, o custo para instalar um sistema solar fotovoltaico pode ser acessível a todo mundo. E, um dos motivos, é que o valor do investimento tende a corresponder ao que se gasta na conta de energia hoje. Além disso, podemos contar com a capacidade modular do sistema, ou seja, ele pode ser ampliado de acordo com a necessidade do usuário.

A escassez de água no momento é a nova realidade. E, embora não seja possível nem recomendável instalar uma termelétrica no quintal, é perfeitamente viável gerar energia proveniente do sol. Isso tudo de forma limpa, barata e acessível. Essa também é uma fonte silenciosa e modular, o que permite ampliação ou redução dos módulos e transporte para outro local.

A energia elétrica pode ter novo reajuste e a fonte solar é a solução

Estamos convivendo de forma recorrente com notícias do tipo: energia elétrica pode ter novo reajuste. Reforçamos, portanto, que a saída mais sensata é aderir a uma fonte de energia renovável, o mais rápido possível.

As usinas solares se apresentam como uma proposta de grande valor, já que são sustentáveis e mais econômicas. Dessa forma, enquanto a energia solar crescer mais rapidamente, nossas chances de recuperar a economia também aumentam. E a conta de luz poderá ficar mais amigável a cada dia que passa.

Por fim, conforme estamos presenciando o tempo todo, já está mais que na hora de mudar a nossa matriz energética em larga escala! Então, que tal ficar por dentro dos benefícios que a energia solar pode proporcionar para as indústrias?

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