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Energia solar é a solução para a maior seca dos últimos 90 anos

por Alessandra Neris
Tempo de leitura: 5 Minutos

Para esse ano, muitos brasileiros ainda têm esperança de retomar a vida normal. No entanto, a ameaça de uma crise energética já está tirando o sono de muita gente. O motivo vem exatamente do tão almejado crescimento econômico pós-pandemia, que demandará o uso de uma imensa quantidade de energia. Isso pode provocar um apagão elétrico em 2021, mas, a energia solar é a solução para a maior seca registrada nos últimos 90 anos.

Segundo Adriano Pires, do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o Brasil não tem condições de fornecer a demanda esperada com a retomada da economia. A solução seria chover acima da média já nos primeiros meses do ano, pois, só assim as hidrelétricas poderiam se recuperar. E dentro desse cenário, acreditamos que o sucesso da vacina e da economia poderiam levar a um apagão. Mas, a luta pela contenção do COVID-19 continua, enquanto isso, estamos em busca da melhor solução no setor energético.

Níveis de reservatórios alarmantes

Mais um aumento de preços está vindo aí! Depois dos combustíveis nos postos, do botijão de gás e dos supermercados, a conta de luz chega com tudo. Isso se deve ao menor volume de chuvas registrados em mais de 90 anos.

Outro fato é que 70% da energia no Brasil é produzido nas hidrelétricas, que apresentam os menores níveis nos reservatórios, desde o apagão de 2001. Por isso, como resultado, o governo recorre a grandes porções da energia de reserva do sistema brasileiro. E essas vêm, em grande parte, das termelétricas, por isso, seu custo é maior. Assim sendo, toda diferença nos valores da produção deve cair na conta do consumidor.

Erro em 2012

Segundo Adriano Pires, a atual situação é um reflexo da Medida Provisória 579, convertida em lei no ano seguinte. O objetivo da MP era reduzir a tarifa de luz em 20%, permitindo que as empresas de energia renovassem seus contratos sem novas licitações. Baixar o preço da energia parecia, então, uma boa ideia, no entanto, o custo para produção e transmissão aumentou. Dessa forma, as empresas passaram a não conseguir fechar suas contas.

Devido à pressão sofrida, o sistema elétrico começou a usar mais água dos reservatórios como solução para produzir energia mais barata. Entretanto, as chuvas não foram suficientes para suprir a demanda dos reservatórios. Isso levou o potencial hidrelétrico a níveis críticos e a um sério risco de apagão elétrico em 2021.

Adriano Pires afirma, ainda, que foi um erro não usar as termelétricas mais baratas antes, como as de gás natural. Segundo o analista: “Essas usinas deveriam ficar ligadas o tempo todo, não só quando os reservatórios já estão quase vazios. Não existe energia mais cara do que aquela que você não tem, que é o apagão. Não se consegue aumentar a geração de energia da noite para o dia. Construir uma termelétrica nova leva dois anos no mínimo. Por isso, a energia solar é a solução para a maior seca em quase um século.

Reservatórios baixos e bandeira vermelha

Segundo o NOS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o principal reservatório do país, o sistema Sudeste Centro-Oeste, está com 33% de sua capacidade. É lá que está Furnas-MG, também encarregada de 70% da energia elétrica do país, e isso impacta a conta de luz de todos os brasileiros.

Sabemos que abril e maio representam o final do período chuvoso e já iniciamos o período seco com uma perspectiva alarmante. Nesse meio tempo, a bandeira vermelha (já ativada) com acréscimo de R$ 4.17 a cada KWh, tem previsão para perdurar durante todo o ano de 2021. O resultado é uma conta com bandeira vermelha de maio até dezembro. Essa bandeira durou entre 4 a 5 meses em anos anteriores.

Sobre o consumo de água necessário na gerar energia

Sabemos que potência é a taxa de energia consumida (no caso de um eletrodoméstico) ou gerada (no caso de um sistema gerador). Por isso, quanto mais potente for um equipamento, mais trabalho ele é capaz de realizar. Como exemplo, usaremos aqui a unidade kilowatt (kW), por ser a mais adequada para geração distribuída.

Então, energia é o que compramos da distribuidora de “luz”. É o consumo em kWh (quilowatts/hora) que o “relógio” medidor da distribuidora registra continuamente, e que recebemos nas faturas mensais de energia. Assim, a energia de 1 kWh equivale à energia consumida por um eletrodoméstico com potência consumo de 1000 W (= 1 kW). Isso quando o equipamento permanece ligado durante 1 hora em sua potência nominal.

Portanto, quantos litros de água são necessários para gerar um kilowatt? 3600 litros. Consideramos, então, que para gerar 1 kWh de energia elétrica são necessários 3,6 m3 de água (3600 litros). É bastante água!

Sinal vermelho na retomada da economia

A tão sonhada retomada da economia, agora, vem com um sinal vermelho aceso. Com a queda da atividade econômica em 2020, os níveis de consumo de energia diminuíram. No entanto, o PIB brasileiro cresceu 7,7% no terceiro trimestre, depois de ter sofrido uma queda histórica no segundo trimestre. Portanto, a falta de chuva em conjunto com a retomada do crescimento econômico antes do esperado, acendeu o sinal vermelho no setor de energia. Assim, a energia solar é a solução para a maior seca que já conhecemos em âmbito nacional.

Sucesso da vacina pode ser estopim para a crise

Adriano Pires relata que, se o Brasil for bem-sucedido no processo de imunização da população, a retomada da economia será forte. Com isso, demandará muita energia e a relação entre PIB e consumo energético é de 1 para 2. Isso significa que o consumo será duas vezes mais alto que o PIB. Contudo, tal crescimento só será possível se o fornecimento de energia for suficiente para os consumidores e para o setor produtivo. E isso requer um volume de chuva maior que o previsto no primeiro trimestre de 2021.

Portanto, de acordo com o analista, no pior dos cenários, será preciso que as indústrias reduzam suas atividades para evitar um blecaute. Essa alternativa representa um freio para o crescimento econômico e, consequentemente, motivo para demissões em massa no setor produtivo.

ONS não confirma o risco de apagão

De acordo com a ONS, não há risco de ocorrer um apagão elétrico em 2021. Conforme declara, “o maior uso de termelétricas está sendo realizado para fazer frente ao cenário de escassez hídrica, que vem se repetindo nos últimos anos. Passamos pelo período úmido, quando chove na maior parte do país, e a previsão era de que os reservatórios das hidrelétricas voltassem a encher.”

O problema é que, na verdade, não choveu muito e os reservatórios estão reduzindo cada vez mais seus níveis de água. E, isso pode sim resultar em uma crise energética, caso o abastecimento se restrinja às hidrelétricas.

Energia solar é a solução para a maior seca dos últimos 90 anos

A Covid-19 criou incertezas e, ao mesmo tempo, trouxe à tona problemas enraizados, que precisam ser solucionados com urgência. Assim, nesse cenário obscuro, a energia solar é a solução para a maior seca dos últimos 90 anos e está ao alcance de todos. A população pode produzir e consumir sua própria energia elétrica, já que a instalação do projeto de energia solar fotovoltaica é realizada em pouco tempo.

Então, para garantir sua energia e ficar livre de um possível apagão elétrico em 2021, recorra à energia mais limpa e sustentável que existe. A Aldo Solar está nessa estrada há quase 40 anos, criando as mais variadas soluções em equipamentos de energia solar, para todos os segmentos. Não fique no escuro, seja mais solar e sustentável.

Que tal tomar começar a tomar as rédeas da sua produção de energia? Saiba porque o controle da energia é do povo!

Energia Solar é a solução para seca no Brasil

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