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Cidades inteligentes e energia solar: solução no pós-pandemia

por Alessandra Neris

As sucessivas crises econômicas enfrentadas pelo Brasil, na última década, trouxeram uma taxa alta de desemprego, além de orçamentos apertados ou no vermelho. A Confederação Nacional dos Municípios apontou, em um levantamento, que significativa parte das 5.570 cidades brasileiras ficaram com as finanças comprometidas. Mas, o que o tema cidades inteligentes e energia solar no pós-pandemia têm a ver com tudo isso?

A resposta é: pode ter tudo a ver, se pensarmos nisso em termos de solução para despesas com energia e outras necessidades. Basta ponderar que nos quatro primeiros meses de 2020, 806 cidades do país tinham extrapolado o limite de gastos previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além dessas, 1.300 outras já se encontravam em emergência ou em vias de estourar o teto legal.

Pandemia como agente agravante

Com a chegada da pandemia do COVID-19, o quadro se agravou ainda mais. Houve um aumento de despesas com assistência social e saúde que se choca com a queda da arrecadação, em virtude do isolamento social. É especificamente nesse cenário que o conceito de cidades inteligentes e energia solar ganha destaque como alternativa de economia e otimização de serviços. Esse tipo de iniciativa pode ajudar, e muito, a recuperação dos municípios.

Cidades inteligentes e energia solar

A ideia de cidade inteligente é usar a tecnologia de forma abrangente para melhorar a infraestrutura, criar soluções sustentáveis e otimizar a mobilidade urbana. Além disso, o conceito tem como objetivo atender as necessidades específicas dos moradores e de cada cidade. Trata-se, portanto, de um mercado inovador e necessário para ajudar no orçamento dos municípios. É um nicho que, apesar de novo, já movimenta, a nível global, em torno de US$ 408 bilhões por ano com suas soluções.

Considerando esses dados, podemos entender que a iluminação pública tende a ser a porta de entrada das cidades inteligentes. Basta pensar que, em razão da crescente urbanização, digitalização e descarbonização, o setor de energia está se transformando expressivamente. É nesse ponto que as soluções tecnológicas e sustentáveis contribuem para superar os desafios. Isso vai de encontro às estimativas de que até 2050, cerca de 60% das pessoas residirão em cidades. Esse dado já é um indicador da necessidade de mudar as infraestruturas para moldes mais conectados, inteligentes e sustentáveis.

Redução de até 40% nos gastos com energia

Quanto aos gastos com iluminação pública, estima-se que é possível reduzir pelo menos 40% na conta de energia pública. Parte desse ganho é direcionado à remuneração de todo o investimento feito em curto prazo. No entanto, o consumidor final também leva vantagem nessa equação. Com a redução do custo da energia, cria-se a possibilidade de promover crescimento por meio de novas tecnologias, que aumentam a satisfação das pessoas. Tudo isso sem falar da evidente melhoria que os moradores podem ter em sua relação com a cidade.

Assim sendo, a iluminação pública pode ser feita com LED. Essa tecnologia oferece maior eficiência energética, promove um aumento na sensação de segurança e valoriza monumentos e prédios históricos. Contribui, ainda, com a redução da poluição luminosa e com a sustentabilidade.

Contudo, uma das principais questões a se considerar é garantir que os planos para urbanização inteligente sejam palpáveis. Que eles gerem benefícios reais aos cidadãos e não acarretem custos desnecessários.

A energia solar é nossa aliada

É indiscutível que a queima de combustíveis fósseis é um dos maiores vilões do planeta. Mas, além disso, temos a crise hídrica afetando o mundo todo, de maneira crítica e preocupante. Portanto, está na hora de estudar, pesquisar e investir em outras formas de geração de energia. É a hora de disrupção, de implantar outras fontes de energia na matriz energética brasileira, como a energia solar, e com urgência.

Trata-se de uma oportunidade para o setor de energia solar se revelar como a alternativa mais viável e a curto prazo. Precisamos mostrar que o futuro é agora, logo após o vírus. É necessário entender que já passou o tempo de esperar a familiarização da população com as novas fontes de energia. É preciso usar a tecnologia que já está aí para nos auxiliar em tudo, como geradores OFF GRID, ZERO GRID e os carros elétricos.

Geradores OFF GRID

Os sistemas de geração de energia solar OFF GRID são ideais para locais remotos, sem energia conectada à rede. No entanto, é um equipamento que também representa economia no meio urbano. Esse sistema de geração de energia pode beneficiar clientes que necessitam de backup. Isso acontece quando o consumidor não pode conviver com a interrupção ou oscilação de energia.

Em geral, são residências ou comércios que recebem energia convencional com baixa qualidade ou estão no fim de rede. Entre eles destacamos: residências, clínicas de vacinação, equipamentos médicos, empreendimentos que precisam de refrigeração para armazenamento de produtos e empresas de TI ou call centers, onde a manutenção da temperatura do ambiente é fundamental. Se beneficiam, também, empresas de segurança e monitoramento cujos sistemas de Circuito Fechado de TV não podem parar de funcionar. Assim, o sistema OFF-GRID também garante o crescimento em meio urbano.

Geradores ZERO GRID

Inicialmente, vale dizer que esses geradores podem proporcionar um mercado inédito dentro do mercado da energia solar. O ZERO GRID é um gerador trifásico (380v) projetado para se conectar à rede com injeção zero. E o que isso significa? Quer dizer que sua função é gerar energia solar, atendendo o autoconsumo imediato e é 100% livre de encargos, taxas, impostos e tarifas.

Assim, os geradores ZERO GRID podem ser aproveitados para garantir mais independência e economia em relação à concessionária. Eles podem ser usados em grandes projetos que já utilizam o gerador ON GRID. Nesses casos, o sistema ON GRID já está dimensionado no limite da demanda contratada. Assim, para suprir o consumo de cargas excedentes, sem ter que aumentar contrato de demanda junto a concessionária, entra o sistema ZERO GRID. O gerador produz energia solar o dia inteiro para consumo imediato.

Esse sistema pode ser instalado em áreas remotas com inexistência da rede convencional e para abastecimento de uma central de ar-condicionado. Pode ser amplamente útil, ainda, no setor do agronegócio e na indústria.

Carros elétricos como substitutos do CO2

Os carros elétricos são exemplos práticos de como será a mobilidade daqui alguns anos. Suas vendas estão crescendo, mas os veículos ainda são muito caros para a grande maioria dos brasileiros, sem falar que os incentivos governamentais são raríssimos.

No entanto, os carros híbridos e elétricos já são uma realidade em países como a França e Alemanha. E, até 2025, não será mais permitida a fabricação de veículos movidos a diesel ou gasolina na Inglaterra. Isso será real em países ricos, que já têm o processo mais desenvolvido.

Entretanto, é provável que essa crise seja o start necessário para países com grande circulação de veículos, como México e Brasil, entrarem de cabeça neste mercado. Vamos voltar à normalidade, sim, mas como vem mostrando a Covid-19, essa realidade precisa ser outra, logo, faz-se necessária a troca da matriz energética. A normalidade certamente pode ser melhor se os carros passarem a não poluir.

Ponto de abastecimento da Aldo

Anunciamos a primeira garagem pública para abastecimento de carros elétricos e/ou híbridos, alimentada por energia solar, do sul do país. Maringá e outras cidades do Brasil têm postos de abastecimento de carros movidos a eletricidade, mas todos ligados à rede oficial de distribuição de energia.

De acordo com Aldo Teixeira, dentro de três anos, haverá uma frota considerável de carros elétricos ou híbridos no Brasil. A ideia de montar a garagem é demonstrar o uso dos equipamentos. É, ainda, uma forma de passar a oferecer a solução em larga escala, por meio de duas mil revendas que já foram treinadas para implementar a solução.

Por fim, é perfeitamente viável mantermos cidades inteligentes e energia solar de mãos dadas. Afinal, embora a humanidade tenha demorado para colocar em prática projetos alinhados às forças da natureza, ainda temos tempo para aplicar esses conceitos. No entanto, essas ações devem acontecer agora, para que ainda tenhamos condições de preservar o mínimo de qualidade de vida. Dessa forma, com um novo planeta, funcionando no seu mais alto potencial e com as ferramentas mais adequadas, teremos o melhor dos mundos.

Se você também é um defensor das energias renováveis e de um futuro mais sustentável, fique ligado no nosso blog. Só aqui você encontra tudo sobre energia solar!

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