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Preço dos painéis solares deve subir devido a apagões na China

por Alessandra Neris
Tempo de leitura: 5 Minutos

Parece que a crise energética não abala apenas o Brasil. Na China, esse problema já está interferindo na cadeia produtiva de vários setores. Com isso, muita gente está sofrendo com a falta de abastecimento decorrente de condições impostas pelo Governo voltadas à descarbonização da economia. Soma-se a isso a alta demanda por energia elétrica e o aumento dos preços do gás e do carvão. Portanto, o preço dos painéis solares deve subir, sendo esse um dos desdobramentos desses últimos acontecimentos.

Preço dos painéis solares deve subir: receio de prejuízos na indústria fotovoltaica

Assim, com a estimativa que o  preço dos painéis solares deve subir, profissionais do setor solar no Brasil demosntram preocupação de que isso possa impactar negativamente a indústria fotovoltaica. Esse impacto ruim inclui aumentos nos preços de equipamentos fotovoltaicos.

Parece ironia, mas o processo de fabricação dos módulos solares consome uma alta quantidade de energia, o que pode afetar o aumento dos preços. Isso decorre do custo da energia na China que, devido aos apagões, deve aumentar. Além disso existe uma demanda mundial por equipamentos solares.

Ameaça de descontrole no comércio global

É possível que nos próximos meses, o mundo presencie um descontrole no comércio, em razão da retração causada pelos efeitos da pandemia nos países desenvolvidos. Além disso, já está próxima a alta demanda anual resultante das festas de fim de ano.

A China é responsável pelo maior polo fabril do planeta. E ver esse país reduzindo suas atividades é o mesmo que presenciar todos os negócios do mercado dependendo de produtos de lá é preocupante. Os fretes também aumentam constantemente e isso nos mostra novos desafios daqui para frente.

Apagões generalizados

Diversas províncias do norte da China tiveram as luzes das ruas desligadas na semana anterior. Isso provocou quilômetros de congestionamentos em várias cidades. Além disso, em alguns municípios, serviços de elevadores suspensos obrigaram moradores de prédios altos a subirem as escadas como medida de economia de energia.

No sul da China, a falta de eletricidade está prejudicando a vida dos moradores desde junho. Na época, as autoridades locais já determinaram que as fábricas começassem a racionar energia. Assim, com essa medida, muitos fabricantes foram forçados a reduzir sua produção. A grande dependência das hidrelétricas e o aumento da exportação desse recurso está por trás disso, já que a forte seca baixou o volume de água das usinas.

> Leia mais: Energia solar é a solução para possível apagão elétrico em 2021

Incertezas preocupam

Muitas empresas suspenderam suas atividades em todas as regiões do país asiático devido às incertezas que pairam, como a Tesla e a Apple, por exemplo. Essas duas gigantes do mercado tecnológico cancelaram suas produções em algumas das fábricas da China, por algum tempo. O objetivo é cumprir determinações mais rígidas acerca do consumo de eletricidade. E isso, pode expor as cadeias de abastecimento em risco em plena temporada de alta demanda por produtos eletrônicos. Com isso, o preço dos painéis solares deve subir.

Preço dos painéis solares deve subir: comunicado de fabricante chinês

“Talvez você tenha notado o impacto da recente política de “duplo controle do consumo de energia” do governo chinês. Nos referimos à capacidade de produção de algumas empresas de manufatura e a entrega de pedidos em algumas indústrias que devem ser adiadas.

Além disso, o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China emitiu o esboço do “Plano de Ação de Outono e Inverno de 2021-2022 para o Gerenciamento da Poluição do Ar” em setembro. Neste outono e inverno (de 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022), a capacidade de produção em algumas indústrias pode ser ainda mais restrita.

Para mitigar o impacto dessas restrições, recomendamos que você faça um pedido o mais rápido possível. Organizaremos a produção com antecedência para garantir que seu pedido seja entregue no prazo.”

Políticas Públicas para a transição energética

Na segunda-feira, dia 27/09, a State Grid Corporation of China (Companhia Nacional da Rede Elétrica da China) emitiu um comunicado à imprensa. A companhia declarou que deverá implementar políticas públicas para minimizar o problema e seguir os princípios do governo quanto à transição energética. Assim, destacamos que a companhia de energia citada é responsável pela maior parte do sistema de rede elétrica da China.

As ações propostas pretendem:

  • Tornar o despacho unificado da rede mais robusto, organizar de forma racional a maneira de operar e servir as companhias de geração de energia;
  • Estruturar a implementação de recursos, beneficiando-se da grande plataforma da rede elétrica. Além disso, usufruir do potencial de transmissão de energia dos canais interprovinciais e inter-regionais;
  • Aperfeiçoar o monitoramento do consumo de eletricidade e empregar esforços para assegurar o abastecimento de energia da população;
  • Efetivar resposta à exigência e ao plano de uso ordenado de energia definido pelo governo. Dessa forma, será necessário empregar uma comunicação e uma coordenação em tempo hábil e empreender esforços para manter a estabilidade da distribuição de energia;
  • Garantir rigorosamente as responsabilidades de assegurar o provisionamento de energia e aperfeiçoar planos de emergência. Além disso,  será preciso reforçar ações de emergência na rede, garantindo o abastecimento de energia.

Compromisso com a descarbonização

O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu em setembro de 2020, o cumprimento de uma agenda global desafiadora. Ele pretende reduzir as emissões de carbono na China e, ainda, atingir a neutralidade até 2060.

Na Assembleia da ONU, por meio de videoconferência, o Presidente da China renovou o compromisso com o Acordo Climático de Paris. E pediu ao mundo um foco mais direcionado à proteção do meio ambiente. Na ocasião, ele declarou que a pretensão é de alcançar o pico de emissões de CO2 antes de 2030 e chegar à neutralidade em 2060.

O resultado um ano depois

Um ano após a declaração do chefe de estado chinês, a alta demanda por produtos chineses e a escassez de gás e carvão frustraram as pretensões. Assim, mais da metade da população chinesa não cumpriu as metas de consumo de energia definidas. E agora a pressão para restringir seu uso está alta. Dessa forma, os mais afetados são Zhejiang, Jiangsu e Guangdong. Essas são as potências industriais responsáveis por quase um terço de toda a economia da China.

Assim, o fantasma da escassez energética está ameaçando o mundo todo. E, ficou mais do que demonstrado o quanto essa transição energética para fontes renováveis é importante. E já deveria ter começado há muito tempo. Portanto, só nos resta trabalhar mais nesses projetos e encontrar a melhor solução possível.

Preço dos painéis solares deve subir: a Aldo está atenta ao cenário

A Aldo está atenta a esse cenário e segue em contato direto com os fabricantes para garantir as entregas da melhor forma e com o menor custo possível. Assim, a empresa pretende contribuir ainda mais com o crescimento exponencial do setor fotovoltaico no Brasil.

A força que vem do sol

Por fim, conheça mais sobre energia solar e comece agora mesmo a traçar o seu plano de ação para aderir a essa fonte renovável. Por isso, acesse o site da Aldo Solar e confira os produtos.

Caso prefira, entre em contato com nossa equipe de vendas. Se for consumidor final, acesse a CALCULADORA ALDO SOLAR, faça uma simulação do produto e agende uma visita técnica que um revendedor da Aldo irá atendê-lo. Saiba mais também sobre o financiamento Santander!

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> Leia também: Como se tornar uma revenda Aldo Solar!

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