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Saiba como o varejo aposta em energia solar

por Alessandra Neris
Tempo de leitura: 5 Minutos

Impulsionadas pela crise hídrica e energética, além da alta na conta de luz, muitas empresas do varejo aposta em energia solar fotovoltaica. Algumas adotam essa solução atualmente, outras já têm investido nesse setor e já ampliam a adesão à energia solar há algum tempo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, a despesa com energia elétrica varia entre 1% e 2% do faturamento das empresas de varejo. E, no Brasil, o setor de serviços e comércio está em segundo lugar no ranking de classe de consumo de geração distribuída solar fotovoltaica. Por isso, acompanhe este artigo e saiba como o varejo aposta em energia solar!

Assim, de acordo com a ABSOLAR, responde por 84.450 sistemas operantes e 2.365,7 MW de potência instalada. Com esses números, fica atrás apenas da classe residencial.

Varejo aposta em energia solar: cresce o número de adeptos

Houve uma pesquisa recente com 650 consumidores (pessoas jurídicas), de todas as macrorregiões do país adeptas de sistemas fotovoltaicos de GD. E, ficou constatado que mais de 74% das conexões comerciais são de micro e pequenas empresas. De todas, 59% começaram em 2020, mostrando que o varejo aposta em energia solar.

Dos dados coletados na pesquisa, o segmento de varejo se revelou como o que mais adota sistemas fotovoltaicos entre os consumidores PJ. Com isso, responde por 38%, destacando os supermercados, com 22% e os postos de combustível, com 9%. Na sequência, temos os segmentos de serviços, com 35%, a indústria, com 17%, entre outros.

Setor alimentício

Algumas redes de supermercados já instalaram sistemas fotovoltaicos e obtiveram uma economia notável. Entre essas empresas, podemos citar as redes Verona, Super Golff e Bom Dia Paraíso, que conseguem ter entre 40% e 60% de economia na fatura de energia. Essas empresas, normalmente, optam pelo uso do telhado para instalar os painéis solares, já que são espaços amplos.

Varejo aposta em energia solar por meio de usinas

Além disso, há a possibilidade de instalar usinas solares para abastecer pequenas e médias empresas. Uma delas, com 5 MW, foi estabelecida para atender restaurantes, padarias, açougues etc. O projeto está na área de concessão da Copel por meio de GD na modalidade compartilhada. Assim, os 60 usuários contemplados com esse projeto não podem instalar placas solares em seus prédios, por motivos variados. Então, aqueles que alugam uma cota da produção da unidade reduzem suas contas de luz em até 25%.

O objetivo dessa iniciativa é expandir o serviço de aluguel de usinas solares para empresas e, também, para pessoas físicas.

Lojas Lebes

A rede de lojas Lebes, com variado mix de produtos, já dispõe de três sistemas fotovoltaicos funcionando, desde 2019, e abastece três unidades. Agora, sua meta é concluir 2022 com 100% das lojas usando energia solar.

O presidente da companhia declarou que, em breve, outras sete miniusinas solares de telhado estarão em operação. No total, 10 cidade do Rio Grande do Sul terão suas instalações concluídas. São elas: Eldorado do Sul, Arroio dos Ratos, São Jerônimo, Nova Santa Rita, Butiá, Charqueadas, Osório, Minas do Leão, Pântano Grande e Triunfo.

Usina de solo

A Lebes pretende, ainda, instalar uma usina de solo em Tapes. Assim, com essa unidade e as demais instalações de telhado, a empresa será capaz de produzir um total de 1,4 MW de energia solar fotovoltaica. Dessa forma, atenderá 60 lojas entre 190 filiais da rede em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os investimentos nos projetos totalizam cerca de R$ 8 milhões.

Hoje, a empresa já reduziu 22% de seus custos com eletricidade usando a energia solar fotovoltaica. Ao concluir as novas instalações, a Lebes pretende produzir 35% da energia que consome, ainda este ano.

Há, também, uma expectativa de implantar mais duas usinas de solo no próximo ano e, assim, estender a solar para todas as lojas. A empresa será mais sustentável, econômica e poderá destinar mais receita para outros investimentos.

Magalu: varejo aposta em energia solar

O Magazine Luiza também está investindo em energia solar. Essa, que é uma das maiores redes varejistas do Brasil, produz 9,3 GWh de energia solar para atender integralmente 214 de suas 1.339 lojas no país. São mais de R$ 18 milhões investidos, que envolvem a energia gerada em usinas fotovoltaicas em três cidades, que juntas, têm 4,86 MWp de potência instalada.

São as usinas de Coroados (SP), de Florestópolis (PR) e de Riolândia (SP). E, a estimativa de economia com eletricidade é de 20% na conta de energia em um ano, excluindo situações como a pandemia de Covid-19.

Setor farmacêutico

A D1000 Varejo Farma é um braço de varejo do grupo farmacêutico Profarma, que assinou um acordo envolvendo 5,4 GWh anuais. Esses valores de produção são voltados para o consumo de 147 das 200 lojas, durante 20 anos.

Para atender o contrato, a multinacional implantou três usinas solares fotovoltaicas. Uma foi implantada no Distrito Federal e as outras duas, no Rio de Janeiro, com um total de 3,09 MWp.

A de Itaperuna-RJ, já está funcionando e gera energia para abastecer 50% das lojas da Drogarias Tamoio. Então, no total, o projeto pretende abranger as 72 unidades da rede Drogaria Rosário, no DF. Além disso, incluirá 41 lojas da Drogasmil, no Rio de Janeiro e 34 das Drogarias Tamoio.

Farmácias Panvel

A rede Panvel de Farmácias também fechou acordo para fornecimento de 4,88 GWh anuais de energia solar. Dessa forma, o abastecimento pode beneficiar 80 lojas da rede. E, para tanto, serão investidos R$ 12 milhões para construir duas usinas, em Sentinela do Sul (RS) com mais de 4.690 módulos solares.

Esse projeto é uma meta da Panvel de produzir energia renovável com intuito de suprir todas as lojas da rede, até o final de 2022. Duas usinas da empresa já estão funcionando no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande de Sul.

Assim, com essas iniciativas, a tendência é ver cada vez mais varejistas usando energia solar fotovoltaica. E isso pode acontecer por meio de projetos de geração distribuída ou em compras no mercado livre.

> Saiba mais: Por que a energia solar é a mais democrática fonte renovável?

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> Leia também: Como se tornar uma revenda Aldo Solar!

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