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Energia solar cresce 61,5% no país

por Alessandra Neris
Publicado Última atualização em

A transição da energia hidrelétrica para o consumo de energia solar no Brasil, que já está acontecendo há algum tempo, agora é uma necessidade urgente. Estamos presenciando uma das maiores secas em décadas, o que resulta em reservatórios de água muito baixos e contas de luz altíssimas. Isso, em parte, explica porque a energia solar cresce no país.

Contudo, apesar desse crescimento, a participação dessa fonte renovável, entre todas as demais, ainda é pequena. E esse momento crítico de crise hídrica demonstra a necessidade de se investir em fontes alternativas às usinas hidrelétricas.

Energia fotovoltaica em expansão

Minas Gerais lidera o ranking de estados com maior número de capacidade instalada e distribuição de energia solar. Esse dado foi divulgado pelo Balanço Energético Nacional, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia. Assim, segundo o relatório, em 2020, a energia solar fotovoltaica apresentou o maior crescimento em geração elétrica, com 61,5% de aumento em um único ano.

Contudo, sua participação ainda é pequena, considerando o todo e atinge tímidos 1,7% do total. Então, as usinas hidrelétricas ainda detêm a maior fatia, com 65,2%.

Energia solar cresce e ganha mais adeptos

À medida que a adoção da energia solar avança, algumas vantagens surgem para captar mais adeptos. Agora, a produção de energia fotovoltaica se diversifica e chega às pessoas sem a necessidade de que elas invistam em aquisição e instalação de painéis solares.

Hoje, também podemos aderir à energia solar por meio de assinaturas. Dessa forma, é plenamente viável instalar fazendas solares nas regiões onde há maior incidência solar e, assim, distribuir sua produção aos consumidores. No atual cenário, é mais comum a procura dessas assinaturas por empresas constituídas pelo ramo comercial e pequenas indústrias. No entanto, pessoas físicas também já têm aderido ao formato.

Custos reduzidos e distribuição democrática

Nessa modalidade de consumo de energia solar, os custos com energia podem cair em até 18%. Por isso, é importante ressaltar que se trata de uma forma de distribuição mais democrática, que diminui a demanda por energia hidráulica.

Há, ainda, a possibilidade de implementar essas usinas em terrenos particulares localizados em regiões ensolaradas. Com isso, a geração de 5 MW exige uma fazendo com 10 a 20 hectares, com um retorno financeiro estimado entre seis a nove anos. E, dessa maneira, é possível ter expectativas em torno de políticas publicas e avanços para o setor, proporcionando benefícios econômicos e ecológicos.

Projetos de expansão

Os investimentos em projetos de expansão, hoje, se concentram principalmente em Minas Gerais, estado privilegiado em termos de desenvolvimento, especialmente de usinas solares. Também, há projetos nos estados do Nordeste para usinas eólicas.

Investimento por produtores rurais

A tendência de crescimento em investimentos em energia solar também está entre os produtores rurais. E, isso pode contribuir para reduzir custos e, ainda, colaborar com a certificação de produtores de orgânicos e sustentáveis. Ana Paula Bicalho é gerente de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (FAEMG). Trata-se de uma entidade que incentiva os produtores a investirem no uso da energia limpa.

Incentivo constante

Sendo assim, esse incentivo é direcionado às empresas para que elas se unam visando a instalação de painéis solares. Esse é um empreendimento possível para fazendas, empresas, cooperativas e pequenos produtores rurais. Além disso, o caráter modular da energia fotovoltaica permite investimentos de acordo com a necessidade do consumidor. Isso significa que, ao aumentar a capacidade ou a demanda por energia, também se torna possível adquirir mais painéis para aumentar ainda mais a produção.

Integração de produção de alimentos e de energia

A energia solar cresce de várias maneiras, e a produção de alimentos integrada à de energia se mostra perfeitamente possível. E, para provar isso, a EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), está apostando na instalação de painéis em seis campos experimentais, juntamente com a CEMIG. A intenção é reunir em um mesmo espaço as instalações dos painéis fotovoltaicos às plantações. Os painéis, portanto, ficam suspensos e, ainda, servir como sombra para os cultivos, de forma estratégica.

Esse projeto agrossolar, portanto, está em curso, a princípio, em Jaíba, norte de Minas Gerais. Assim sendo, conta com a assessoria da organização de pesquisa alemã, Fraunhofer-Gesellschaft.

Reservatórios baixos

Com os reservatórios de água muito baixos, é necessário apelar para o funcionamento das usinas térmicas a fim de garantir o abastecimento da população. E a consequência não poderia ser mais desanimadora. Além dos baixos volumes de água, a conta de luz fica muito mais alta, nos próximos meses, para todos os brasileiros.

Segundo Cleyton Izidoro, economista e professor do Centro Universitário UMA, o impacto será forte. É um momento em que enfrentamos uma pandemia e qualquer alteração de preços influencia a cesta básica das pessoas. Isso acontece principalmente entre os assalariados que não têm reposição em suas rendas. Isso, sem falar no impacto direto no aumento de preços de produtos, uma vez que a indústria, o comércio e os serviços tendem a repassar esses custos ao consumidor.

Energia solar cresce 61,5% no país

A saída mais sensata, portanto, é aderir a uma fonte de energia renovável o mais rápido possível. As usinas solares se apresentam como uma proposta de grande valor, já que são sustentáveis e mais econômicas. Dessa forma, enquanto a energia solar cresce cada dia mais rápido, nossas chances de recuperar a economia também aumentam.

Seja você também, mais um adepto dessa fonte limpe e inesgotável. Continue com a gente e saiba por que a energia solar é a mais democrática fonte renovável!

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