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Energias alternativas geram 1 milhão de empregos e reduzem emissão de CO²

por Alessandra Neris
Tempo de leitura: 3 Minutos

[wp-rss-aggregator]O Fórum Econômico Mundial em parceria com a Accenture divulgou uma análise inédita sobre a situação das concessionárias durante a pandemia do coronavírus para detectar as oportunidades de crescimento econômico. Em relação à transição para energia limpa no Brasil, constatou-se que energias alternativas geram 1 milhão de empregos. Além disso, poderão reduzir 28 toneladas de emissão de CO2 até 2025.

Frente às necessidades atuais, um Grupo de Ação da Indústria avaliou de maneira abrangente os resultados ambientais, econômicos e sociais. Além deles, os desdobramentos técnicos com potenciais para oferecer soluções de energia.

Perspectivas para o Brasil

Para os próximos cinco anos, o estudo revelou que o Brasil poderá gerar mais de 1,2 milhões de novos empregos. E isso será possível por meio de investimentos direcionados à indústria de energia alternativa, solar e eólica, juntamente com o impacto da digitalização das cidades. Isso tudo para proporcionar um modelo mais eficiente e inteligente.

Durante a análise, foi realizado um mapeamento de diversos elementos pertencentes à cadeia de valor do setor elétrico no país. Entre eles estão: pegadas d’água, emissão de gás carbônico, qualidade do ar, acesso à eletricidade, qualidade de serviços, resiliência e segurança do setor e flexibilidade. Contudo, se destacaram no cenário nacional a eficiência do setor e produtividade, impactos no emprego e na economia, atualização de sistemas, investimento estrangeiro e competitividade.

Um modelo possível para o Brasil

Ao mapear o setor elétrico brasileiro, surgiu a possibilidade de implementar um modelo que pode transformar e atualizar o Brasil para a produção de energia. Uma das sugestões é fazer investimentos dirigidos às fontes alternativas (solar e eólica) e em cidades integradas e inteligentes.  Há, ainda, perspectivas de que a demanda por energia no país, triplique até 2050 e isso reforça a necessidade de investimentos no setor alternativo.

Impactos gerados pelo Coronavírus

A pandemia da Covid-19 impactou fortemente o Brasil da mesma forma que todos os países no mundo. Isso em meio à necessidade de crescimento e modernização do setor elétrico.  Destacamos alguns a seguir:

Pontos negativos

  • Durante a pandemia, o país manteve o foco nas operações básicas, cortando massivamente os investimentos não essenciais;
  • Comparando-se ao mês de maio de 2020, a demanda por energia caiu 2 dígitos;
  • O mercado, de maneira geral, sofreu um duro golpe, reduzindo o volume de operações cerca de 47% no segmento automotivo e 8% no de serviços;
  • Assim, estima-se que o PIB do país reduza 9% aproximadamente.

Pontos positivos

Para se recuperar da crise

De acordo com o estudo feito, o Brasil tem condições de se recuperar no setor elétrico da seguinte forma:

Expandindo as energias renováveis não hidrelétricas

Essa expansão (~ 7 GW eólica e solar) pode ser realizada por intermédio de diversas iniciativas. E uma delas é o fomento do mercado liberalizado (ACL), com contratos inovadores de compra de energia (PPAs). Pode, ainda, desenvolver uma nova solução estruturada para o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), além da substituição de termo planta fóssil.

Digitalizando a Distribuição e Transmissão (T&D)

Os investimentos básicos na rede de distribuição têm o escopo de abordar os problemas de confiabilidade e qualidade de energia. Em seguida, é preciso digitalizar e atualizar a rede elétrica do Brasil, implantando redes e medidores inteligentes, internet das coisas e recursos de energia distribuída.

Promovendo a transformação em cidades inteligentes e eficientes

O desenvolvimento de uma rede digital de energia é um grande passo no processo de investimentos em cidades inteligentes. É uma medida que possibilita mais eficiência energética, além de novos modelos de negócio para suporte de geração distribuída e mobilidade elétrica. Soma-se a isso os serviços públicos, como manejo da vegetação e iluminação pública.

Quando percebemos o grande potencial que temos adiante, juntamente com a constatação de que energias alternativas geram 1 milhão de empregos, a esperança renasce. O Brasil tem expectativas muito positivas, basta vontade política e mais participação da população no processo como um todo. Já está mais do que claro qual é o valor das fontes alternativas quando o assunto é economia e sustentabilidade.

Comece a fazer a sua parte nessa marcha pela energia independente e um mundo mais verde e limpo. Saiba mais sobre os municípios brasileiros que bateram recorde em geração distribuída em fevereiro!

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