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Energia solar é a solução para possível apagão elétrico em 2021

por Alessandra Neris

O próximo ano traz a esperança de retomada da vida normal para muitos brasileiros. No entanto, a ameaça de uma crise energética já está tirando o sono de muita gente. O motivo vem exatamente do tão almejado crescimento econômico pós-pandemia, que demandará o uso de uma imensa quantidade de energia. E isso, pode provocar um apagão elétrico em 2021.

De acordo com Adriano Pires, do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o Brasil não tem condições de fornecer tal demanda. A solução seria chover acima da média já nos primeiros meses do ano, pois, só assim as hidrelétricas poderiam se recuperar. Assim, dentro desse cenário, acredita-se que o sucesso da vacina e da economia podem levar a um apagão.

Níveis de reservatórios alarmantes

Em dezembro deste ano, o nível dos reservatórios das principais usinas chegou a ser um dos mais baixos de toda a série histórica. Então, para minimizar o problema, o Brasil está recorrendo ao uso de outras fontes, principalmente termelétricas, além de importar energia do Uruguai e da Argentina. São medidas que tornam o custo da eletricidade ainda mais alto.

E, isso motivou a ANEEL, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a acionar a bandeira vermelha 2, que é a mais cara para o consumidor. Contudo, a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que é responsável pelo monitoramento do fornecimento de energia, não confirma tal risco.

Erro em 2012

Segundo Adriano Pires, a atual situação é um reflexo da Medida Provisória 579, convertida em lei no ano seguinte. O objetivo da MP era reduzir a tarifa de luz em 20%, permitindo que as empresas de energia renovassem seus contratos sem novas licitações. Baixar o preço da energia parecia, então, uma boa ideia, no entanto, o custo para produção e transmissão aumentou. Dessa forma, as empresas passaram a não conseguir fechar suas contas.

Devido à pressão sofrida, o sistema elétrico começou a usar mais água dos reservatórios como solução para produzir energia mais barata. Entretanto, as chuvas não foram suficientes para suprir a demanda dos reservatórios. Isso levou o potencial hidrelétrico a níveis críticos e a um sério risco de apagão elétrico em 2021.

Adriano Pires afirma, ainda, que foi um erro não usar as termelétricas mais baratas antes, como as de gás natural. Segundo o analista: “Essas usinas deveriam ficar ligadas o tempo todo, não só quando os reservatórios já estão quase vazios. Não existe energia mais cara do que aquela que você não tem, que é o apagão. Não se consegue aumentar a geração de energia da noite para o dia. Construir uma termelétrica nova leva dois anos no mínimo. “Agora, a saída é apelar para as termelétricas mais caras (movidas a carvão e petróleo) em um momento de bandeira vermelha 2.

Sinal amarelo na retomada da economia

A tão sonhada retomada da economia, agora, vem com um sinal amarelo aceso. Com a queda da atividade econômica em 2020, os níveis de consumo de energia diminuíram. No entanto, o PIB brasileiro cresceu 7,7% no terceiro trimestre, depois de ter sofrido uma queda histórica no segundo trimestre. Portanto, a falta de chuva em conjunto com a retomada do crescimento econômico antes do esperado, acendeu o sinal vermelho no setor de energia.

Sucesso da vacina pode ser estopim para a crise

Adriano Pires relata que, se o Brasil for bem-sucedido no processo de imunização da população, a retomada da economia será forte. Com isso, demandará muita energia e a relação entre PIB e consumo energético é de 1 para 2. Isso significa que o consumo será duas vezes mais alto que o PIB. Contudo, tal crescimento só será possível se o fornecimento de energia for suficiente para os consumidores e para o setor produtivo. E isso requer um volume de chuva maior que o previsto no primeiro trimestre de 2021.

Portanto, de acordo com o analista, no pior dos cenários, será preciso que as indústrias reduzam suas atividades para evitar um blecaute. Essa alternativa representa um freio para o crescimento econômico e, consequentemente, motivo para demissões em massa no setor produtivo.

ONS não confirma o risco de apagão

De acordo com a ONS, não há risco de ocorrer um apagão elétrico em 2021. Conforme declara, “o maior uso de termelétricas está sendo realizado para fazer frente ao cenário de escassez hídrica, que vem se repetindo nos últimos anos. Estamos entrando agora no período úmido, quando chove na maior parte do país, e a previsão é que os reservatórios das hidrelétricas voltem a encher.”

O problema é que, na verdade, não está chovendo muito e os reservatórios estão reduzindo cada vez mais seus níveis de água. E, isso pode, sim resultar em uma crise energética, caso o abastecimento se restrinja às hidrelétricas.

Energia solar como solução

A Covid-19 criou incertezas e, ao mesmo tempo, trouxe à tona problemas enraizados, que precisam ser solucionados com urgência. Assim, nesse cenário obscuro, a energia solar é a solução mais viável e ao alcance de todos.

A população pode produzir e consumir sua própria energia elétrica, já que a instalação do projeto de energia solar fotovoltaica é realizada em pouco tempo.

Então, para garantir sua energia e ficar livre de um possível apagão elétrico em 2021, recorra à energia mais limpa e sustentável que existe. A Aldo Solar está nessa estrada há quase 40 anos, criando as mais variadas soluções em equipamentos de energia solar, para todos os segmentos. Não fique no escuro, seja mais solar.

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